Com ‘barões do voto’ fora da disputa, Rondônia estende tapete vermelho a novas figuras na política

Com ‘barões do voto’ fora da disputa, Rondônia estende tapete vermelho a novas figuras na política

POR VINICIUS CANOVA

Porto Velho, RO –
O rondoniense geralmente entoa discursos inflamados e totalmente passionais em roda de amigos ou nas redes sociais falando sobre a necessidade de impor um quadro de renovação política em todas as esferas do poder público.

São incursões retóricas da boca pra fora em sua esmagadora maioria.

Porque o que se vê a cada dois anos não é exatamente uma reciclagem na vida pública; um ou dois forasteiros conseguem se eleger como vereadores e até deputados estaduais – e só.

Há, obviamente, situações excepcionais como a do prefeito de Porto Velho Dr. Hildon Chaves (PSDB) que, embora fosse um neófito lá em 2016, não podia ser exatamente considerado novato, vez que abraçado por um pajé da alta plumagem: o ex-senador Expedito Júnior, hoje candidato ao governo.

E se a ideia de promover a dança das cadeiras é justamente aplicar novos conceitos no panorama eletivo, falhamos. E falhamos porque transformamos os assentos dos Poderes Legislativo e Executivo eterna dinastia a famílias que fazem da Administração Pública ramos perpétuos de suas árvores genealógicas.

Daí o ciclo vicioso em espiral descendente rumo ao fundo do precipício.

Para frear esse processo infinito de estupidez às vezes é necessária influência externa, e é isso o que o a Justiça Eleitoral tem feito ao barrar candidaturas dos postulantes considerados fichas-suja.

Exemplos não faltam: o vereador Zequinha Araújo, do MDB, foi condenado tanto na esfera criminal quanto na seara cível por improbidade administrativa. São duas condenações colegiadas. Ainda que seja um campeão de votos – e isso é inegável, os erros cometidos na vida pública o conduziram ao expurgo eleitoral em 2018.

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 O mesmo ocorreu com Nilton Capixaba, do PTB, condenado por participação na Máfia dos Sanguessugas e até mesmo com o deputado estadual Cleiton Roque (PSB), sentenciado por ilícitos de ordem eleitoral. Os últimos renunciaram às candidaturas antes de passar pelo vexame de vê-las indeferidas e já estruturam pessoas de seu espectro político para que possam substituí-los.

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A grande verdade é que os “barões do voto” estão caindo um a um por conta de seus próprios passos trôpegos; agora, Rondônia estende tapete vermelho a novas figuras.

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Autor / Fonte: Vinicius Canova

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