Profissionais de saúde recebem esclarecimentos sobre a Entrega Protegida

Profissionais de saúde recebem esclarecimentos sobre a Entrega Protegida

Depois de lançar para a sociedade a campanha “Entrega Protegida” de combate a adoção ilegal, o 2º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho, segue cumprindo as estratégias de esclarecimento sobre a campanha, desta vez com foco nos profissionais de saúde, primeiros a terem contato com mães que querem doar seus filhos. O objetivo é conscientizá-los a orientar essas mães para procurar a Justiça, a fim de proteger a criança de qualquer negligência ou abandono.

“Nós não julgamos essas mães, apenas orientamos para que elas tenham certeza da decisão. E caso esse for o caminho escolhido por elas, encaminhamos a criança para uma unidade acolhedora. Só depois de esgotadas todas as possibilidades de inserção familiar, ela passará pelo processo de adoção”, esclareceu a juíza Sandra Merenda nas reuniões no Hospital de Base e na Maternidade Municipal, ocorridas na terça, 9, e quarta-feira, 10, respectivamente.

Nas duas unidades, a palestra preparada pela equipe psicossocial do Juizado, despertou bastante interesse dos profissionais, sobretudo porque, no cotidiano de trabalho, eles se deparam com situações desse tipo. Mães que não têm condições de criar seus filhos, decidem doar e muitas vezes acabam fazendo de maneira informal “ao arrepio da lei”.

Quem intermedeia essa entrega, sem o acompanhamento da Justiça, está cometendo crime, segundo esclareceu a magistrada responsável pelo 2º Juizado. As psicólogas e assistentes sociais demonstraram o passo a passo da “entrega protegida”, na qual todos os envolvidos têm as garantias e a proteção da lei.

A campanha Entrega Protegida foi lançada na semana da criança, mas será permanente com ações de esclarecimento e conscientização sobre o tema. Durante a semana mais reuniões estão programadas nas unidades de saúde. A equipe também conta com a parceria com os meios de comunicação para ajudar a difundir as informações sobre a legislação e, sobretudo, quebrar os preconceitos e tabus da adoção.

Autor / Fonte: TJ-RO

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