Opinião - A hercúlea missão de administrar Porto Velho

Opinião - A hercúlea missão de administrar Porto Velho

 Administrar um município do porte de Porto Velho, maior que vários Estados e muitos países não é missão fácil. A área rural é enorme e o perímetro urbano da capital é complexo e difícil para atender as mínimas necessidades da população nas áreas da saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, meio ambiente.

Há distritos, como na Ponta do Abunã com cerca de 400 km de distância e o município tem mais de 7 mil/km de estradas vicinais. Uma viagem de ida e volta para o Norte do Paraná, por exemplo.

Vários distritos estão localizados ao longo do rio Madeira onde são necessárias horas de barco para chegar a eles. Por isso a população ribeirinha, que é grande e também participa efetivamente da produção agrícola e pecuária do município nem sempre tem o atendimento mínimo necessário.

A cidade que foi criada pelos ingleses tem pouco mais de 2% de rede de esgoto, na área central. A “estação de tratamento” é o rio Madeira. O sistema de galeria pluvial serve de rede de esgoto, pois é comum ligação clandestina na rede. O “jeitinho” brasileiro.

Rondônia, como integrante da Amazônia Legal tem dois períodos climáticos: verão (seca) e inverno (chuva). A rede de galerias pluviais é insuficiente para atender a demanda normal de chuvas, que é muita. Quando ocorre precipitação como a desta semana, forte e com cerca de seis horas de forma ininterrupta o problema de alagação, que é crônico aumenta e várias regiões, inclusive na área central ficam inundadas criando sérios incômodos para a população.

A área urbana é complexa. No centro a mobilidade urbana é precária. Calçadas irregulares, trânsito desorganizado, perigoso e camelôs tomando conta de locais destinados para ir e vir das pessoas. O Código de Postura do município é ignorado.

A maioria dos bairros surgiu devido às invasões, quase sempre comandadas pelo saudoso ex-deputado estadual Ernandes Índio e a ex-deputada federal Raquel Cândido. Até hoje áreas são invadidas por “profissionais” da ilegalidade criando problemas para os administradores públicos.

Há dois anos no comando da Prefeitura de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) eleito, após a administração ruim do ex-prefeito Mauro Nazif (PSB), ainda, não encontrou o caminho das pedras. Padece com carência de pessoas qualificadas para ajudá-lo na difícil missão, por isso já promoveu a troca de praticamente toda sua equipe. E continua na busca da melhoria do pessoal para dar o suporte que necessita.

Hildon já teria confidenciado que tem pretensões de concorrer à reeleição no próximo em busca de mais um mandato. O prazo é pequeno (um ano e nove meses) e correr contra o tempo é necessário. Um dos caminhos é buscar recursos federais, pois os que são de direito virão normalmente, para que Hildon possa investir mais em setores vitais como saúde, saneamento básico, segurança pública, educação, além de esporte, cultura e lazer dentre outras obrigações de um administrador público.

No caso de Hildon buscar um novo mandato, a política na disputa pelo voto não poderá ser mais do novo, mas sim de apresentar o que fez, o que poderá ser feito e explicar, porque não fez o que poderia ser feito com oferecer um transporte coletivo urbano digno para o povo.

Analisando os dois primeiros anos é possível afirmar que foram bem melhores que os do antecessor. E com um ponto fundamental que é raro no político de hoje: não houve nenhuma denúncia de atos corruptos no seu governo.

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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