Opinião – A necessidade faz o sapo pular, inclusive na política

Opinião – A necessidade faz o sapo pular, inclusive na política

Porto Velho, RO – Os grandes tribunos é uma das marcas registradas da política. Em passado distante tivemos Leonel Brizola, Jânio Quadros, Ademar de Barros como políticos mestres em passar a mensagem para o eleitor. Naqueles tempos o rádio era novidade.

Rondônia também já teve –e tem– políticos com facilidade em falar com o público. Tomás Correia, José Bianco, Amir Lando, são alguns deles e dos que já se foram os saudosos Jerônimo Santana, ex-governador e o médico e ex-deputado estadual Jacob Atallah.

Dentre os políticos da nova geração não se pode negar o poder de persuasão do ex-deputado estadual Valter Araújo, ao discursar e da atual legislatura o jovem Léo Moraes, que melhorou muito e está a cada dia mais eficiente na tribuna. Léo se preparou, após se eleger deputado para o cargo no Parlamento Estadual.

Este ano teremos eleições gerais em outubro próximo, quando elegeremos o presidente da República, senadores para duas das três vagas ao Senado, governadores e deputados para a Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Só não teremos eleições a prefeito e vereador.

O quadro em Rondônia já é eleitoral. Temos como pré-candidatos declarados o presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Maurão de Carvalho, pelo PMDB; o senador Acir Gurgacz, do PDT; Jacson Chediak do PCdoB e Pimenta de Rondônia pelo Psol. O senador Ivo Cassol, do PP está inelegível, mas garante que concorrerá, mesmo que seja com liminar.

A política ensina muito aos militantes. Ela não abriga somente os corruptos. Há muitas pessoas de bem que se dispõe a ocupar um cargo público para servir a comunidade.

Dos nomes citados como pré-candidatos ao governo, apenas Cassol tem problemas com a Justiça. Garante que é inocente e que irá provar o contrário. Os demais não têm nada transitado e julgado.

Além de Chediak, que é advogado, os demais pré-candidatos são pessoas simples que venceram na vida dando duro, não importa em qual ramo de atividade, inclusive Cassol, que cortou muita lenha, antes de se destacar na política, o mesmo ocorrendo com Acir, que ajudou a desbravar o Estado com a sua empresa de transporte de passageiros, junto com o pai, Assis.

Nada contra o diploma de advogado de Chediak. Apenas que ele difere dos demais. Méritos a todos, não importando a experiência, seja universitária, ou não.

Pimenta é da área de navegação e também tem sua importância no desenvolvimento do Estado. Investiu, acreditou e continua acreditando em Rondônia.

Maurão começou a vida pública como primeiro prefeito eleito de Ministro Andreazza. Antes comercializa café. Está no quinto mandato de deputado estadual e agora busca um objetivo, que é governar o Estado. E demonstra que está se preparando para isso.

Na coletiva do PMDB, que em breve será novamente MDB, pois está faltando somente a homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada na última sexta-feira (12) em Porto Velho, o presidente Tomás Correia anunciou que o governador Confúcio Moura foi convidado a disputar uma das duas vagas ao Senado este ano. A princípio Confúcio aceitou e deverá formar dobradinha com o senador Valdir Raupp, que irá para a reeleição.

Na mesma ocasião Tomás reafirmou o nome de Maurão de Carvalho como pré-candidato ao governo. Falta a escolha do vice, que será decidida na composição com outros partidos.

Além de Tomás, orador de primeira linhagem como já citamos, também falou Raupp, que assumiu o governo no período 1995/98. Como governador Raupp tinha muitas dificuldades em se expressar. Deixou o governo, se elegeu senador, se preparou e hoje está entre os oradores de ponta do Estado. Demonstrou perseverança e respeito à importância do cargo.

O pré-candidato Maurão também discursou. Deixou a todos não surpresos, mas satisfeitos com o progresso em curto espaço de tempo de Maurão na oratória. Foi objetivo ao abordar o assunto em discussão (convite a Confúcio e reafirmação de sua pré-candidatura ao governo) e recebeu elogios pela sua desenvoltura ao usar a palavra.

A mudança –positiva– do discurso, antes prolixo e interminável demonstra o respeito, que o presidente da Ale tem com o novo modelo de eleitor que irá às urnas em outubro próximo, que ele terá que convencer na sua caminhada rumo ao governo do Estado.

A natureza ensina. O sapo, por exemplo, não consegue andar, por isso ele pula, mas segue em frente. É um exemplo claro, que quando se quer se faz. 

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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